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Oi,  ,

Tudo bem?

Quero abrir a edição de hoje com um convite para quem ainda não leu meu livro, A Estratégia da Inovação Radical. Além de ele estar com um preço super especial, disponibilizei o primeiro capítulo na íntegra para quem já quiser começar a leitura.

Aliásno próximo dia 24, às 10 horas, vou conversar com meu amigo Marcelo Furtado, CEO da Convenia (startup do portfólio da ACE), em um webinar sobre como a inovação radical pode ser aplicada no RH. Se inscreve lá!

Se você já tem o seu exemplar, não esquece de deixar sua avaliação na página da Amazon.

# Mais um pra conta

 

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Os ventos parecem favoráveis para empreendedores brasileiros. Na semana passada, a Arco Educação, uma edtech, abriu capital na Nasdaq e alcançou um valuation de U$1,2 bilhão. O acontecimento veio poucos meses depois da primeira leva de unicórnios brasileiros, composta por PagSeguro, 99Nubank. (As trajetórias de 99 e Nubank, inclusive, renderam excelentes posts para o blog da ACE, que você vê nos links acima!)

Nesta semana, mais duas grandes novidades. A primeira é o fato de o Nubank ter recebi mais um aporte, que fez com que o roxinho se tornasse o banco digital mais valioso do mundo, avaliado em US$ 4 bilhões. A rodada, segundo o mercado, teria sido liderada pela chinesa Tencent, dona do WeChat e de mais uma .

A outra boa novidade é que a Brex, startup fundada por dois brasileiros nos Estados Unidos para ser o cartão de crédito de outras startups, se tornou um unicórnio também, após receber U$125 milhões em sua série C.

O mais incrível dessa história é que a empresa tem apenas dois anos e os sócios têm apenas 22 anos (antes de montar a Brex, eles já tinham conseguido um exit ao vender a Pagar.me, startup que fundaram aos 17 anos, para Stone).

Depois do primeiro exit, a dupla foi estudar Ciência da Computação em Stanford (justamente na região do Vale do Silício), mas acabou desistindo do curso para voltar a empreender - e, assim, nasceu a Brex. Até onde será que essa dupla consegue chegar?

# Os esquadrões da inovação

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Uma pergunta que sempre me fazem é sobre qual o melhor método para inovar. A resposta é que depende muito do momento e do objetivo da empresa.

De qualquer forma, tenho o meu modelo favorito. São os squads, um método que tem ajudado gigantes como Vivo, ING e Spotify a ganharem muito mais agilidade em seus processos de inovação.

Entre as principais características deste modelo está a formação de times multidisciplinares, que, a partir de suas bagagens diversas, se unem, sem hierarquias, para desenvolver uma solução para um problema da empresa.

Na terça-feira de 23 de outubro, às 14 horas, farei um webinar exclusivo falando sobre as principais dúvidas que vejo em relação aos squads. Não deixe de se inscrever, porque as vagas estão limitadas!

Se quiser saber mais sobre o assunto e se preparar para nossa conversa, recomendo a leitura deste artigo da Harvard Business Review, que parte do case do Spotify para discutir como balancear a autonomia e liberdade dos colaboradores com os objetivos traçados para os squads.

# A consequência dos vazamentos

O Google+, rede social criada pelo Google para bater de frente como o Facebook , sempre teve dificuldade de construir uma base de usuários relevante e recorrente. Por isso, a notícia de que o Google resolveu encerrar as atividades da plataforma não foi recebida com muita surpresa pelo mercado.

As razões para o encerramento, porém, não tem nada a ver com sua impopularidade. Por trás da decisão está a descoberta de uma falha de segurança que expôs dados de mais de 500 mil usuários.

Quando tomou conhecimento do problema, a empresa tomou a decisão de não fazer nenhum comunicado oficial, pois acreditava que ninguém tinha chegado a acessar os dados.

O posicionamento não agradou a comunidade de cibersegurança e muita gente questionou se a postura não ia contra as novas regras europeias e americanas sobre este tipo de vazamento.

A expectativa agora é que o CEO do Google, Sundar Pichai, tenha que testemunhar sobre o caso no Congresso americano, assim como fizeram os gestores de Facebook e Twitter.

# A (in)segurança da internet

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Não é hoje que o Vale do Silício está cercado de polêmicas sobre a interferência dos russos nas eleições americanas de 2016. Mas a cada semana que passa, novos elementos se juntam à história. Desta vez, uma reportagem da revista The New Yorker mostrou o trabalho de cientistas de dados para conseguir juntar informações que auxiliassem na investigação.

O texto traz uma interessante reflexão sobre como a internet é vulnerável a ataques e pode ser manipulada facilmente - seja qual for a nacionalidade ou o posicionamento no espectro político de quem ataca. Um dos cientistas ouvidos pela reportagem resumiu a situação em uma frase: As pessoas acham que a internet funciona por conta própria, mas não.”

Mais um exemplo de como a segurança na rede pode ser bem mais frágil do que imaginamos é a acusação de que chineses colocaram microchips espiões em servidores da Amazon, Apple e outras 28 empresas americanas como forma de espionagem.

Segundo o governo, a China gostaria de ter acesso a informações sensíveis e a invasão de um microchip do tamanho de um grão de arroz seria mais difícil de ser detectada.

# Curtinhas

  • IA machista? Esta é a pergunta que foi feita quando a Amazon, ao utilizar inteligência artificial para um programa de recrutamento de talentos, descobriu que o algoritmo estava avaliando mal mulheres de forma sistemática. Ele dava preferência a CVs que contivessem linguagem masculina ou verbos de intensidade, por exemplo. O caso mostra que a inteligência artificial nada mais é do que um desdobramento de como pensamos.
  • Empreenda como uma garota Para corrigir esse tipo de recorrência, iniciativas que incentivam as mulheres a cada vez mais serem as mentes pensantes por trás dos algoritmos e dos projetos empreendedores de sucesso têm se mostrado bem importantes. E a comunidade catarinense terá uma chance dessas entre os dias 26 e 28 de outubro, quando o estado receberá edições Women do Startup Weekend. Dá pra se inscrever para os eventos em Florianópolis e em Chapecó.
  • No hard feelings O Linux surgiu há mais de 25 anos e se tornou um dos principais projetos open-source do mundo. Mas na última semana, Linus Torvalds, fundador da iniciativa, decidiu dar uma pausa em seu trabalho. O motivo, segundo Linus, é que ele não vinha conseguindo entender bem as emoções das pessoas. Na prática, significa que seu estilo grosseiro vinha atrapalhando o avanço do projeto.
  • Game of streamings A AT&T anunciou esta semana que, junto à Warner, planeja lançar ao final do próximo ano, o WarnerMedia, um serviço de streaming para competir diretamente com Netflix e Prime Video. A grande vantagem que o novo serviço teria sobre a concorrência é que a produtora e distribuidora cinematográfica têm os direitos de algumas das maiores franquias blockbuster, como Harry Potter e Mulher Maravilha.
  • O poder da mentoria Independentemente de você ser empreendedor de primeira viagem ou não, é sempre importante poder contar com bons mentores. É isto que o Marco Fonseca, mentor da ACE e ex-Head de Operações da Locaweb, conta neste post em que explica por que decidiu se tornar um mentor-serial.

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Por hoje, é só! Depois me escreve falando o que achou desta edição (e, se você já leu A Estratégia da Inovação Radical, não esquece de avaliar o livro!).

Um abraço,

Pedro Waengertner
CEO - ACE
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