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Oi,  ,

Tudo bom?

Nesta edição da Growthaholics, as startups e os empreendedores brasileiros estão em pauta - desde aqueles que estão com dificuldades de investimento, até os que têm se tornado topo de linha no ecossistema.

Vamos lá?

# Nada a se preocupar

 

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Esta semana o Nubank divulgou seus primeiros resultados trimestrais desde que se tornou um unicórnio.

O roxinho apresentou um prejuízo milionário no primeiro semestre de 2018. O número (mais especificamente R$ 51 milhões) é 30% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Mas não há muitos motivos para se preocupar. Como o Nubank está plena trajetória de crescimento e conquista de clientes, é natural que muitos recursos sejam consumidos.

Como o Nubank vem trabalhando na expansão de seus serviços e de sua carteira de clientes, o quadro é natural. Tanto que os analistas de mercado disseram que este prejuízo "é normal neste nicho e nessa fase", e "nada preocupante".

Acho a trajetória do Nubank exemplar em muitos aspectos (desde o foco no cliente até a planejamento cuidadoso das etapas de fundraising). Se quiser conhecer um pouco mais, no blog tem o resumo de um papo que David Velez bateu com startups da ACE recentemente. 

# Trabalho difícil

As grandes polêmicas em que o Facebook se envolveu nos últimos tempos têm feito com que a rede busque novas formas de se lidar com questões como a responsabilidade da plataforma sobre tudo o que é divulgado por lá.

Esta semana, a empresa divulgou estar procurando um profissional que possa responder como Diretor de Políticas de Direitos Humanos da empresa.

Algumas das exigências do cargo são ter experiências de trabalho em nações em desenvolvimento e com a sociedade civil ao redor do globo.

Outra ação do time de Mark para combater os problemas atuais foi a criação de uma war room para acompanhar o funcionamento da rede ao longo das eleições parlamentares dos Estados Unidos. O trabalho tem trazido resultados: um estudo recente de Stanford mostrou uma queda na propagação de fake news na plataforma.

# Brasil investidor

Por que tão poucas empresas no Brasil abrem capital na bolsa? Meu amigo Diego Gomes, da Rock Content e da SaaSholic, escreveu um artigo muito interessante tentando responder a essa questão.

Ele menciona o trabalho que a B3 tem feito, de se abrir para empresas menores, mas ressalta o quanto esse processo ainda ocorre de maneira muito lenta.

Por trás desse cenário, estão várias questões, como a própria cultura e educação dos investidores (que nem sempre entendem bem de investimentos, principalmente em empresas com o perfil das startups), a macroeconomia, além de erros que os empreendedores cometem.

Mas nem tudo está perdido - assim como o Diego, sou otimista, acredito que este cenário esteja mudando.

# Mudança nos negócios

 

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Mary Meeker, investidora famosa por seus relatórios anuais com previsões de tendência do ecossistema empreendedor, está deixando a Kleiner Perkins Caufield & Byers, fundo de investimento em que trabalhou por anos.

A mudança veio com alguma polêmica, já que Meeker está deixando a empresa juntamente com outros 3 sócios da firma- e perder quatro sócios importantes é um abalo e tanto para qualquer empresa.

Por trás da separação está um desalinhamento sobre a rota que o negócio deveria seguir daqui pra frente. Meeker queria passar a investir em negócios mais avançadas, enquanto os outros sócios da Kleiner Perkins quiserem seguir com a estratégia de investir em early stage.

# Curtinhas

  • The best of the best Falando em dificuldades que os empreendedores às vezes podem ter, o Daniel, nosso Startup Hunter, escreveu pro blog ACE quais são as tendências de comportamento de um bom empreendedor. E nós levamos a sério em identificá-las durante o nosso processo de seleção de startups, afinal, queremos garantir que teremos conosco os melhores dos melhores.
  • Top tupiniquins O Linkedin publicou um artigo listando as top 25 startups mais desejadas no Brasil. A lista tem startups das mais diversas áreas, desde moda, como a Amaro, até aéreas, como a Max Milhas. Uma coisa, no entanto, é certa: as fintechs e as startups de logística, como a Loggi e Mandaê, são destaques e mercados a não perder de vista.
  • Top gringas A versão americana da lista tem 50 startups e é liderada pela Lyft, maior concorrente do Uber no país. O ranking por lá é bem mais variado do que a versão brasileira.
  • Um novo mercado A Coca-Cola admitiu estar tendo conversas com a Aurora Cannabis, produtora canadense de maconha, para desenvolver um produto próprio. As conversas ainda são bem preliminares, uma vez que desenvolver um produto com base na erva não só afetaria a imagem da empresa como poderia atrapalhar até suas relações bancárias, já que muitos bancos se recusam a fazer negócios com empresas que comercializem produtos de canabis, mesmo que legalmente.
  • Cortes O Evernote (ferramente que ajuda na organização e produtividade) demitiu 54 funcionários esta semana. A notícia preocupou o mercado, já que o número representa 15% da força de trabalho da empresa. Além das demissões,Chris O'Neil, CEO da companhia,admitiu em seu blog que colocou "metas incrivelmente agressivas" para a companhia em 2018.
  • Salve o jornalismo Depois de Jeff Bezos e a viúva de Steve Jobs comprarem marcas do jornalismo impresso, chegou a vez de mais um. O empreendedor é Marc Benioff, fundador da Salesforce, que pagou U$190 milhões pela TIME, primeira revista semanal americana e uma das mais influentes do país. Em entrevista, ele revelou que comprou o título de forma a preservar a revista que lê desde o jovem.
  • O início é difícil Gostei muito desse artigo do David Sable, CEO da Young & Rubicam, sobre aquele momento que a inovação se encontra com a regulação. Ele cita como exemplo empresas inovadoras como o Uber e o Airbnb, que quando surgiram, também passaram por alguns maus bocados. A chave, para ele, é enfrentar o problema com estratégia, e não se deixar levar pelos ruídos que a sociedade pode ter.
  • Sem CV "Não é preciso ser jovem, nem ter cumprido o ensino superior e muito menos mandar o currículo." A reportagem da Exame é um bom resumo do CorageN, o programa de talentos que desenvolvemos com a Natura. As inscrições vão até dia 30, então se você tem interesse ou conhece alguém que quer empreender na Natura, é bom correr..

 

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Por hoje, é isso! Depois me escreve contando o que você achou da edição de hoje. E se você já tiver lido meu livro, A Estratégia da Inovação Radical, conta lá na Amazon o que você achou!

Um abraço,

Pedro Waengertner
CEO - ACE
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