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Oi, ,

Tudo bem?

Hoje falo de algumas polêmicas do Vale (como de costume, aliás) e de como levar os bons pontos dessa cultura para qualquer empresa. Tenho também um convite para você.

Vamos lá?

# Altos e baixos no Google

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Os órgãos antitruste da Europa costumam ser bastante rigorosos com as empresas de tecnologia. Desde os tempos em que proibiu a Microsoft de fazer venda casada de seus produtos no continente, já foram tomadas uma série de decisões que deixou os executivos do Vale do Silício de cabelo em pé.

A última foi a punição ao Google, esta semana, pela forma como ele inclui serviços de busca e o navegador nos aparelhos Android. Segundo o órgão, o consumidor tem que poder escolher se quer pesquisar no Google ou no Bing. E o custo por isso ainda não acontecer foi de US$ 5 bilhões. A maior multa já aplicada na Europa.

Mas nem tudo é motivo de preocupação em Mountain View. A Alphabet acabou de “promover” dois projetos incubados na Google X a empresas independentes.

A partir de agora, Loon (a iniciativa que pretende espalhar internet ao redor do mundo por meio de balões) e Wing (de desenvolvimento de drones para serviços de delivery) ganham operação própria e deixam de ser considerados projetos de longuíssimo prazo. Vamos ver o que podemos esperar das novidades.

# Lições da Tailândia

Na semana passada comentei aqui sobre a iniciativa do Elon Musk em tentar auxiliar os 12 jogadores de futebol e seu técnico que estavam presos numa caverna na Tailândia. O diretor de operações do resgate agradeceu e disse que o modelo, apesar de muito sofisticado, não era prático para a operação.

O desdobramento foi uma daquelas reações que Musk já prometeu centenas de vezes que ia procurar evitar. O magnata usou o Twitter para abrir sua metralhadora de insultos contra a organização do resgate. Chegou a dizer que o diretor da operação não era expert no assunto e que estava sendo criticado por tentar ajudar.

O episódio motivou um artigo no New York Times sobre quais as lições que o empresário - e o Vale do Silício, como um todo - poderiam obter da situação.

São mencionados pontos como o gasto exagerado em projetos sem uma análise de custo-benefício ou a incoerência presente entre investimentos megalomaníacos e gastos com os trabalhadores da empresa.

Em suma, a conclusão é: o Vale do Silício pode - e deve - ajudar o mundo, mas sem desrespeitar o modo como outros estão tentando resolver os problemas do mundo também.

# Dá para inovar como no Vale?

 

 

Uma das perguntas que mais ouço quando falo sobre inovação corporativa é o quanto é factível para uma grande empresa adotar práticas comuns em startups.

Tenho pesquisado o assunto a fundo (inclusive, aguardem novidades em breve!) e descobri que é, sim, plenamente possível para os gigantes adotarem as melhores práticas do Vale.

Se você tem essa dúvida ou também está acostumado a ouvir esse tipo de questionamento, dá uma olhada no vídeo que preparei explicando como isso pode funcionar na prática.

Aliás, deixa eu te fazer um convite: na próxima quarta-feira, dia 25, às 14 horas, estarei ao vivo em um bate-papo sobre o Brazil Innovation Survey, pesquisa feita pela ACE sobre o estado da inovação corporativa no Brasil. Se inscreve lá para que a gente possa conversar um pouco mais sobre o tema.

# Cardápio verde

É crescente o número de vegetarianos e veganos no mundo. Mas eu ainda não tinha ouvido falar de uma empresa que fosse oficialmente vegeteriana, mesmo sem ter um produto ou serviço diretamente relacionado à causa ou a alimentação.

Quem resolveu seguir por esse caminho foi a WeWork. A rede de coworkings, que conta com 6 mil funcionários no mundo inteiro, anunciou que não oferecerá mais opções de carne vermelha e aves em seus eventos.

A decisão, segundo Miguel McKelvey, um dos co-fundadores da empresa, foi tomada para ser coerente com a preocupação ambiental da marca. Segundo ele, uma porção de pesquisas indicam que evitar carne é um dos maiores redutores de impacto ambiental que um indivíduo pode fazer.

# Curtinhas

  • Jornada do cliente A Booking, gigante do setor de reservas de hoteis, fez um aporte de US$ 500 milhões na Didi, a principal concorrente do Uber no mundo. Mais do que o investimento em si, o que me chama a atenção nesta história é o bom entendimento da jornada do cliente justificando a decisão - afinal, normalmente quem vai viajar usar os serviços de ride-hailing
  • Faltou bater a meta Apesar de ter batido seu próprio recorde e superado a rival HBO em indicações ao Emmy deste ano, talvez a Netflix tenha com o que se preocupar: sua meta de adesões para o 2º trimestre de 2018 não foi alcançada. A empresa estimou 5 milhões de novos usuários nos EUA, mas conseguiu “apenas” 4,6 milhões. Resultado: queda de 13% nas ações.
  • Atendente virtual Se sair do papel uma das últimas patentes registradas pelo Facebook, a rede tem tudo para se tornar um dos principais players de e-commerce do mundo. Pelo projeto, será possível fazer toda a compra em uma conversa com chatbots no Messenger, como se estivesse conversando com um vendedor, sem precisar abrir qualquer outra página ou site.
  • Encontro de anjos Dia 22 de agosto acontece em São Paulo o principal evento do país sobre investimento anjo. O Congresso da Anjos do Brasil vai reunir um monte de gente boa para discutir essa modalidade de investimento. Se você se interessa pelo tema, se inscreva o quanto antes.
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  • Guerra das scooters O título da nota parece piada, mas não é. Uma série de empresas têm investido na criação de serviços de compartilhamento de scooters. A busca por quem vai dominar o mercado coloca em dúvida até que ponto a disputa está sendo saudável (e a foto desta matéria vai te ajudar a entender melhor do que estou falando).
  • Polêmica Uma dupla de acadêmicos americanos resolveu investigar o comportamento dos fundos de venture capital nos últimos anos e lançou um artigo que é - no mínimo - polêmico. Segundo eles, o grau de investimentos que temos visto está longe de ser bom e pode gerar consequências nefastas para a economia.
  • Copo perfeito Starbucks e McDonald’s resolveram unir forças em busca de um copo de café que agrida menos o ambiente. A dupla ainda quer que outros competidores do setor se unam à empreitada.
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Por hoje é só. Como sempre, aguardo seu feedback sobre essa edição - e também sua inscrição no webinar sobre o estado da inovação no Brasil.

Um abraço,

Pedro Waengertner
CEO - ACE
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