Nosso startup hunter, Daniel Vasserman, fala sobre as aspectos cognitivos da tomada de decisão. Além disso comento sobre o IPO do PagSeguro.

Oi,  ,

Tudo bom?

Na edição de hoje trago a excelente notícia do IPO do PagSeguro. Sempre acreditei que quando as startups brasileiras começassem a ganhar destaque global, situações como essa seriam cada vez mais frequentes. Os últimos meses têm servido para reforçar minha tese.

Além disso falo de questões cognitivas, da pivotada do Foursquare e muito mais! Vamos lá?

# Mais um unicórnio para a conta

Nem bem acabamos de comemorar o nascimento do primeiro unicórnio brasileiro (a 99, comprada pela Didi Chuxing), e já temos mais um na lista.

A PagSeguro realizou ontem seu IPO na Bolsa de Nova York e conseguiu levantar US$ 2,7 bilhões.

A cifra é impressionante - e não só para o mercado brasileiro, ainda menos acostumado a esse tipo de negociação. O valor movimentado no negócio é o maior da Bolsa americana desde que a Snap fez seu IPO, em março do ano passado.

# Domine seus processos cognitivos

Tomar decisões em ambientes de grande pressão faz parte da rotina de quem empreende. Mas entender como nossa cabeça funciona nesses casos é uma grande ajuda para colocar os mecanismos que são acionados nesses casos a nosso favor.

Nosso startup hunter, Daniel Vasserman, é psicólogo e sempre nos ajuda a entender melhor nossos comportamentos. E o que ele fez essa semana, ao escrever um super artigo sobre os mecanismos cognitivos no processo de tomada de decisões.

Leitura fortemente recomendada para quem quer dominar melhor a própria mente!

# Quem tem medo das gigantes?

Há 20 anos Google, Facebook e Amazon sequer existiam. Mas hoje essas empresas estão entre as mais admiradas e temidas do mundo. Os impérios construídos por elas são tão fortes que já há quem se pergunte como podemos escapar das garras dessas gigantes?

Um artigo na The Economist explica como as mega startups se tornaram tão poderosas (basicamente o que jogou a favor foi o poder de rede) e os efeitos que isso tem para a concorrência e para os consumidores.

Em resumo, o quadro não é nada bom para quem pretende disputar espaço com elas ou não se sente confortável em compartilhar informações com empresas tão poderosas.

Mas acho que não há motivo para desânimo. Pelo contrário. Como já foi provado em tantos outros mercados, é justamente a concorrência que pode fazer com que o mundo da tecnologia fique mais justo (e sem monopólios).

# Um novo local

Talvez você se lembre do Foursquare, aquele aplicativo que usávamos para contar onde estávamos e disputar com os amigos quem frequentava os lugares mais legais. Se você acha que a empresa morreu conforme se expor tanto na internet foi saindo de moda, está bem enganado.

Essa reportagem do Techcrunch fala sobre as mudanças que aconteceram no negócio nos últimos anos e como os sócios fizeram para encontrar um novo modelo, que permitisse a empresa usar seu maior ativo - os dados coletados da gigante base de usuários.

Hoje, a empresa fornece dados para metade das 100 maiores agências de publicidade dos Estados Unidos.

# Luz, câmera, ação

O mercado de Hollywood é um dos que mais tem sofrido impacto com o avanço das empresas de tecnologia. Os grandes estúdios e distribuidoras têm tido que se acostumar com a ideia de disputar mercado com concorrentes como Amazon, Netflix e Hulu.

Outra startup que deve dar um passo para dentro desse mercado é a MoviePass, que vende pacotes infinitos de ingressos para o cinema e agora quer entrar de cabeça no mercado de distribuição de filmes.

Por enquanto a ideia não é investir em conteúdo próprio, o que parece uma estratégia acertada para o momento. Além da maior concorrência, algumas empresas que vem investindo pesado na área ainda enfrentam dificuldades bem típicas do mercado de entretenimento. A Netflix, por exemplo, teve um prejuízo de US$ 39 milhões com as medidas que tomou para lidar com os escândalos envolvendo o astro Kevin Spacey.

# Curtinhas

  • Cadê o caixa? A estreia da Amazon Go, a loja de conveniência da Amazon, foi um dos assuntos mais comentados da semana. Com tecnologias que permitem que você saia da loja sem ter que passar pelo caixa, a novidade teve filas gigantescas na porta de gente interessada em saber como tudo funciona.
  • Guerra de titãs A decisão do Facebook de diminuir a distribuição das páginas de notícia na plataforma deixou o magnata da mídia Rupert Murdoch irritado. Para ele, Zuckerberg deveria pagar pelas notícias confiáveis disponibilizadas pelas grandes empresas de comunicação.
  • Novo tempo Falando em Facebook, a empresa patenteou sua própria unidade de tempo, o flick - que é um pouco maior do que um nanossegundo. A ideia é que ela seja usada para sincronizar áudios e vídeos.

 

  • De volta Essa é para os saudosistas: que tal ter um Apple II na sua mesa? Essa é a proposta de uma campanha de crowdfunding, que já conseguiu os recursos para produzir computadores novos na carcaça do lendário da Apple.

 

  • Na mídia 2 A ACE também teve destaque na mídia essa semana. Nossa trajetória foi contada em uma reportagem muito legal escrita pelo reporter Raphael Ferreira, do DCI.
  • Líder fantasma Essa semana me deparei com esse minidocumentário produzido pela Vice sobre um restaurante que nem existia e se tornou o mais bem avaliado do TripAdvisor. Uma aula sobre os potenciais (e perigos) do marketing digital.

 

 

E com essa, eu encerro a edição de hoje.

Mas antes disso, fica aqui o pedido para que você compartilhe essa edição da Growthaholics com seus amigos e também que você acesse nossa área de Educação Empreendedora, que tem sempre uma porção de conteúdos interessantes e gratuitos (se sentir falta de alguma coisa é só me escrever falando!).

Um abraço,
Pedro Waengertner
CEO - ACE
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