Falo sobre as melhores empresas para se trabalhar, o mercado indiano de startups e os principais fatores que levam uma empresa à morte.

Oi,  ,

Tudo bom?

Essa semana falo sobre as melhores empresas para se trabalhar (tanto as indicadas pelo Glassdoor, como as startups aqui da ACE!), o mercado indiano de startups e os principais fatores que levam uma empresa ao desaparecimento.

Vamos lá? 

# Trabalho dos sonhos

A Glassdoor divulgou essa semana sua tradicional lista dos melhores lugares para se trabalhar. E, pela terceria vez, quem levou o troféu pra casa foi o Facebook. Por trás do resultado está a preocupação crescente da rede social com o bem estar de seus funcionários - com políticas como licença paternidade de 4 meses e investimento constante na educação do time.

Entre as dez companhias mais bem avaliadas pelos próprios times estão diversas outras empresas de tecnologia, como Google, Hubspot e Ultimate.

Não é à toa que tanta gente sonha em trabalhar em uma startup. Realmente é um ambiente incrível - de muito trabalho, mas muita realização também. Como aqui na ACE sempre somos abordados por gente interessada em vagas nas empresas do nosso portfólio, criamos um canal no nosso site para expor as posições abertas. Dá uma olhada lá.

# Como fugir da morte?

Semana passada comentei aqui sobre um infográfico que preparamos reunindo os principais motivos de morte de startups. O material fez sucesso e muita gente começou a perguntar como podia fugir desse destino.

Para ajudar, reeditamos os posts e incluímos orientações de como evitar cada um desses fatores (que vão de falta de mercado a produto ruim).

Acho que esse conteúdo, junto às principais tendências que identificamos para 2018 - são fundamentais para quem já empreende ou pretende começar o próximo ano com uma startup.

Bônus: Também no blog da ACE você vai ver uma lista com as 6 séries que trazem as melhores lições de empreendedorismo e um artigo do Diego Gomes, nosso parceiro do SaaSholic, sobre modelos para fazer uma startup SaaS crescer de forma concreta e sustentável.

# O novo software

Inteligência artificial é uma das expressões da moda. Praticamente toda startup diz que usa ou quer usar esse tipo de tecnologia.

E é claro que isso se reflete também no apetite dos fundos de investimento. Só este ano, segundo o Pitch Book, já foram realizadas mais de 400 acordos envolvendo fundos e startups de AI - resultando em quase US$ 5 bilhões investidos, o dobro do que vimos há dois anos.

O crescimento faz com que já tenha gente dizendo que a inteligência artificial logo vai ocupar o lugar do software, tanto em termos de importância para o mercado, como na profundidade em que ela estará entranhada em nosso dia a dia.

# Separando meninos e homens

"Os homens finalmente estão sendo separados dos meninos." Esta é uma das primeiras frases da análise do jornal indiano India Times sobre a quantas anda o ecossistema de startups local.

Segundo o texto, os empreendedores indianos estão cada vez mais maduros e têm aprendido a construir negócios bem mais estruturados - sem se apegar apenas às métricas de vaidade e chances de fama.

No Brasil, vejo um momento similar - e o estágio que muitas de nossas startups têm alcançado é um sinal disso. Mas, infelizmente, ainda encontramos muita gente que só quer empreender porque é a atividade da moda. Não preciso nem dizer o que acontece com esses, né?

# Se não pode vencê-los...

Uma notícia no Wall Street Journal apontou que o Spotify e a Tencent Music (basicamente o Spotify chinês) estão negociando uma troca de ações entre si. Cada um ficaria com 10% do captable do outro.

Por trás da negociação, estão duas estratégias: entrar em mercados onde são fracos (o oriente para o Spotify e o ocidente para a Tecent) e ganhar ainda mais força na negociação com estúdios de música.

Resumindo: se o negócio sair mesmo, é a aplicação prática daquela história de que quando não podemos vencer um inimigo, temos que dar um jeito de nos unir a ele.

# Curtinhas

  • Multiplicadores Se você tivesse investido US$ 1 mil no Netflix há 10 anos, quanto você teria hoje? Nada mais, nada menos que US$ 51.966. Me parece um bom investimento. A empresa é a que teve maior valorização na última década entre as 15 companhias mais populares dos Estados Unidos.
  • No escritório A Alexa, assistente pessoal da Amazon, acabou de ganhar sua versão corporativa. O que vai ter de gente pedindo para a Alexa buscar um cafezinho....
  • Moedas dos gêmeos Os gêmeos Winklevoss ficaram famosos por disputar com Mark Zuckerberg a paternidade do Facebook. Eles perderam a briga, mas parece que encontraram uma outra fonte de renda bem rentável. Os dois têm investido em bitcoins e, com a alta da criptomoeda, se tornaram os primeiros bit-bilionários.
  • Liquidação O site Mashable já teve um valuation de US$ 250 milhões, quando recebeu um aporte da Time Warner. Agora, a empresa acabou de ser comprada por US$ 50 milhões. É um sinal claro do quanto é difícil depender de propaganda em um mundo dominado por Google e Facebook.
  • Em busca da alma Um antigo centro hippie na Califórnia se tornou a meca dos executivos do Vale do Silício em busca de reconexão com a alma. Em tempos de crise moral (com inúmeros questionamentos sobre a atuação de empresas como Uber, Facebook e Google), acho natural que esse tipo de coisa ganhe espaço.

Por hoje é só, pessoal. Depois me escrevam contando o que acharam da edição desta semana e não se esqueçam de recomendar a Growthaholics para todos os seus amigos. (E para os colegas. E quem não for assim tão chegado também!)

Um abraço,
Pedro Waengertner
CEO - ACE
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